"Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência" Efésios 2.2
Testemunho Mauro: Aconteceu em 1/3/05 na cidade de Niterói- Rio de Janeiro- Brasil. Eu Mauro, Adriane e Matheus de 8 anos,por volta das 22:00 hs fomos abordados por um Pálio com 3 homens armados.Um deles apontou a arma para minha cabeça e mandou abrir a porta traseira onde se encontrava meu filho.O menino quando viu o homem entrar com a arma na mão,entrou em pânico e começou a gritar.Logo foi ameaçado com a arma em sua cabeça:“Pare de gritar, se não vou estourar sua cabeça”.Entramos em pânico,pois ele parecia estar drogado. O menino foi ameaçado novamente,pois não conseguia parar de chorar. Ele apontou a arma para o menino e gritou:-“Pare de gritar,pára”“Nessa hora eu pensei que ele ia atirar no meu filho”.Ele veio pra cima de mim e encostou a arma na minha nuca e disse:“Faz ele parar se não vou estourar seus miolos”. Comecei a acalmar o Matheus:“Fique por favor quietinho que ele não vai fazer mal a gente”.Os outros 2 homens permaneceram no Pálio que era roubado,quando o que estava no meu carro,ordenou que saíssemos do carro.Ele abriu a mala do pálio jogando-me nela.Jogou minha esposa por cima de mim e tentava fechar a mala,mais não havia espaço para os dois.Mesmo assim, ele fechava o porta mala batendo com a porta nas pernas de minha esposa.Aí eu gritei:“Vai quebrar a perna dela”O menino ficou no meio da rua,enquanto ele gritava e apontava a arma:“Dá sim, se espreme que dá”.Percebendo que não dava os 2 na mala do carro,puxou minha esposa pelos cabelos e fechou a mala comigo dentro.Ali dentro, dei valor à vida.Pensei na hora que eles iriam colocar fogo no carro comigo dentro,pois até o momento não sabia que eles queriam seqüestrar meu filho.Um carro arrancou!.Eram eles levando minha família no meu carro.Como o plano deles era só levar o menino e não minha esposa,durante a trajetória até a favela,eles começaram a xingar e a falar coisas terríveis contra ela.Enquanto isso eu na mala do pálio,olhei para cima,vendo que a tampa da mala era de plástico,dei um soco e consegui sair.Parei um casal que me socorreu até a delegacia.Já cheguei gritando e tentava falar o acontecido.Na hora o policial pegou o rádio e anunciou sobre o seqüestro.Muito nervoso,pedia gritando para o policial trazer minha família.O policial tentava me acalmar:“Calma,vou ajudá-lo! Também tenho mulher e filho e sei o que você está sentindo,vamos trazê-los!”.O tempo passava e o policial alertava a mais policiais.Eu lutava contra o tempo,pois quanto tempo mais minha família ficasse com eles,o risco de suas vidas aumentaria.A toda hora,mesmo lutando contra,vinha o pensamento no pior.Perguntei ao policial:-“Você já avisou a todo mundo,e ninguém traz minha família?Você prometeu trazê-los! Não agüento mais essa angústia!”O policial disse:“Você infelizmente não pode fazer nada” Já era de madrugada e comecei a notar que os policiais aguardavam o amanhecer. Isso me deixou mais nervoso, pois o homem que levou minha esposa e filho se mostrou muito violento.E vinha sempre o pensamento no pior ! Continua . .